Libertadores | A Final

3 07 2009

LIB2

Na semana que vem começa a disputa pelo caneco da Libertadores, que sempre traz emoções e bons jogos. Dessa vez não deve ser diferente, pois duas boas equipes chegam à decisão e ambas têm plenas condições de ficar com o título. Entenda abaixo como o jogo se apresenta e as armas e falhas de Cruzeiro e Estudiantes.

Cruzeiro: chega à decisão com um time entrosado, leve e muito rápido. A equipe de Adílson amadureceu e pode fazer história e se igualar ao São Paulo com o tricampeonato. Jogar no Mineirão é um trunfo dos celestes, mas o que chamou atenção no mata mata foi a capacidade do Cruzeiro vencer fora de casa e fazer bons jogos também. Foi assim contra a Universidad Católica, São Paulo e agora, Grêmio. Kléber e Wellington Paulista vivem bom momento e Ramires e Wagner carregam o meio campo; no gol, Fábio traz segurança e vem atuando bem.
Ponto fraco: a equipe é jovem e às vezes se complica sozinha, dando espaços e deixando o adversário jogar. Não pode vacilar no primeiro jogo, que deve ser o mais difícil da decisão.

Estudiantes: lembram do Boca nos últimos anos? Pois é, esse é o espírito da equipe de La Plata, que nos últimos jogos mostrou frieza, calma, paciência e muita obediência tática. A equipe comandada por Verón não se abalou jogando fora de casa no mata mata e fez seu papel em casa e jogou sempre com o regulamento. A principal arma argentina será justamente essa obediência e a calma, ditadas dentro de campo pelo ritmo de La Bruja.
Ponto fraco: a equipe depende bastante de Verón e sua inspiração. Caso não consiga vencer bem em La Plata, vai se complicar no Mineirão.

Os jogos: as partidas serão realizadas dias 8 e 15 de Julho, primeiro na Argentina e depois em Minas. O jogo de ida não deve ser fácil para o Cruzeiro, mas ao mesmo tempo é de suma importância para a definição do campeão. O Estudiantes não vacila em casa, não perde oportunidades e jogando com calma, sem desorganização, vai anulando as forças do adversário. Quando se dá conta, a equipe visitante já está perdendo por 2, 3… Porém os mineiros são muito fortes e mostraram que jogar fora de casa não é mais um problema, como foi no último ano e na primeira fase. Se o Cruzeiro conseguir marcar um gol fora ou empatar, a decisão está praticamente ganha.

Equilíbrio: na primeira fase, as equipes estavam no mesmo grupo. Na partida no Mineirão, 3×0 Cruzeiro; porém na Argentina, 4×0 Estudiantes. Ambos venceram fora de casa no mata mata e anularam seus adversários em seus estádios. O Estudiantes atropelou o Libertad, venceu fora o Defensor e o Nacional. Já o Cruzeiro venceu a Universidad e o São Paulo fora e se garantiu bem em casa contra o Grêmio. Por essas e outras o duelo deve ser muito equilibrado. Se o Estudiantes conseguir impor seu estilo, pode vencer por 2 ou 3 gols de diferença e daí é muito difícil furar a retranca no jogo de volta, devido à obediência dos jogadores. Caso o Cruzeiro se imponha e arranque um empate, uma vitória ou perca por uma diferença mínima (de preferência com gol) é o favorito.

Quem encontrará o Barcelona no fim do ano? Para este que vos escreve, o Estudiantes é o Brasil na Libertadores.

POSTADO POR NÓIA


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Uma resposta

3 07 2009
debico

E eu sou Cruzeiro na final! Hahaha… duelo também de colunistas do De Bico na final da Libertadores, meu amigo.

Para mim, o perigo do Cruzeiro é a zaga (Leo Silva e Leo Fortunato); e o do Estudiantes é um Boselli sem pontaria (ele faz todos os gols da equipe).

Segura!

ROJAS.

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