
Mesmo quase 1 semana após a eliminação na Libertadores, o São Paulo ainda é assunto.
E isso porque o clube demitiu Muricy Ramalho após 4 eliminações consecutivas no torneio continental, trouxe Ricardo Gomes para o seu lugar e de quebra já perdeu na sequência um clássico para o Corinthians.
Podemos chamar a demissão de Muricy de o fim de uma Era, pois 3 temporadas são quase uma eternidade no futebol nacional, que rotineiramente manda embora técnicos após 1 mês, 1 semestre, 1 ano…
Muricy fez um trabalho extraordinário no Tricolor, conquistando o Tri nacional consecutivo de maneira inédita e histórica. Não conseguiu conquistar a tão sonhada Libertadores, mas no fim seu saldo foi positivo. A sua demissão mostra como o São Paulo é igual a todas as equipes do nosso futebol. Justo o São Paulo que sempre se orgulhou de dar tempo ao treinador, de não ser mais um clube que age por impulso e que aposta no trabalho a longo prazo. A sua demissão foi precipitada em partes, pois no momento não há técnico bom o suficiente no mercado para assumir o São Paulo. Mas ao mesmo tempo, até onde Muricy conseguiria aguentar a pressão interna no clube, a pressão da torcida, o descontentamento dos atletas e as constantes queixas? Essa é a parte que o São Paulo acertou, pois o relacionamento estava desgastado, a diretoria apresentou motivos consistentes para a demissão e preferiu renovar os ares, que andam pesados no Morumbi.
Muitos apontam Muricy como culpado e vilão, mas ao mesmo tempo, o técnico é uma vítima. Vítima de uma diretoria que não quer investir, que acredita apenas no bom, bonito e barato, que acredita que estrelas do futebol e jogadores fora de série jogarão pelo clube pelo simples privilégio de vestir a camisa do São Paulo, que não gasta um único centavo e que está muito mais preocupada com a Copa de 2014. Juvenal Juvêncio estufa o peito e enche a boca para falar de sua política econômica, porém não admite sua parcela de culpa em dar um elenco de certa forma limitado ao treinador. Cobrar a conta depois é muito fácil. O conceito e a política de gasto zero de Juvenal foram para o espaço após mais uma eliminação. O time precisa de talentos, precisa pagar para ter bons jogadores.
Repetindo: Muricy tem sim sua parcela de culpa, pois teve tempo e teve peças, mas não conseguiu montar uma equipe com padrão. Mas a culpa não é um privilégio do técnico.
Assim, a diretoria traz Ricardo Gomes, um técnico incógnita, sem conquistas, com um passado fraco e que não passa de uma aposta. Pode dar certo, mas infelizmente, as chances de dar errado são bem maiores. Devemos dar tempo ao treinador para analisar seu trabalho, mas já antecipando, essa aposta pode custar caro demais ao São Paulo.
E se no fim custar caro, quem paga a conta? Garanto que não será Juvenal Juvêncio.
POSTADO POR NÓIA